Quando saí da casa dos meus pais e fui morar sozinha, no meu primeiro apartamento, estava cheia de expectativas e pouca grana no bolso. Montei uma casa com muitos móveis usados e lindos, garimpados em bazares de instituições beneficentes como as Casas André Luiz e o Lar Escola São Francisco. Cadeiras dos anos 50, estante de pé palito e bancos fofos ganharam vida nova lá em casa.
Todas os artigos encontrados nesses bazares um dia pertenceram a alguém, que em algum momento, por necessidade ou simples vontade de ajudar outras pessoas, os doou. Os antigos donos dessas coisas talvez não saibam, mas com esse gesto me ajudaram a ter uma casinha nova e feliz. Hoje, atuo nas duas vias da dinâmica da doação e fico realmente contente em saber que, como eu, alguém vai ficar mais feliz e confortável com essa atitude.
Uma vida nova, muitas vezes, requer doação. Doar é um gesto que ajuda e muito a garantir a continuidade. Lembro quando me perguntaram se eu era doadora de órgãos para registrar em minha habilitação de motorista e devolvi a pergunta “alguém não é?”. A resposta infelizmente foi que muitas pessoas ainda não são. Dia 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos e mais uma oportunidade de conscientizar mais pessoas da importância dessa atitude. Sou doadora de amor, móveis, roupas e orgãos. E você?