O esporte é feito de vitórias e derrotas, mas até onde deve ir a rivalidade? Geralmente ela para dentro da quadra, do campo, da pista, da piscina. Fora do ambiente da competição esportiva, é a troca de informações entre quem compete um dos elementos mais importantes para que o esporte se desenvolva como um todo.
Principalmente na área da gestão de uma entidade esportiva. As históricas brigas entre os dirigentes, especialmente no futebol, são cada vez mais coisa de um passado amador do esporte, quando a rivalidade dentro da competição transportava também para quem estava um pouco acima dela.
O esporte percebeu que é na troca de ideias, na união de esforços, que as coisas fluem melhor.
Recentemente, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos fecharam acordo com a Ambev para a produção de latas de cerveja com os símbolos dos clubes. Um negócio que teve muito mais sucesso (e rendeu mais dinheiro) porque foi discutido em conjunto entre os quatro principais clubes paulistas unidos.
Essa experiência foi a primeira de um projeto que finalmente começou a pegar, que é a criação de um grupo de trabalho dos quatro times, chamado de G4. A troca de informações entre eles têm gerado alguns negócios em conjunto (como esse da Ambev) e, também, permitido que mais pessoas se beneficiem de estratégias legais armadas pelos clubes de coração.
O próximo passo é unir os clubes em torno de causas sociais. O poder de mobilização das pessoas em torno do futebol tem de começar a ser usado não só para a geração de receitas, mas também para ajudar o próximo. Uma pena que, neste Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, nenhum clube tenha se manifestado nesse sentido.